2012/05/01

Intro


CPAM é acrónimo para Concentração Portuguesa de Arquitectos em Mação. Será a primeira concentração de arquitectos alguma vez realizada em território português e, ao contrário do lema romano "divide et impera", a estratégia será "concentra e conquista". Se os motards se juntam em Faro para andar de mota, nós juntamo-nos em Mação para falar de arquitectura.

CPAM convoca arquitectos, independentemente dos seus credos e motivações, a reunirem-se no centro geográfico do rectângulo português, nos dias 9, 10 e 11 de Novembro de 2012, para enunciar as questões presentes com que se defronta a prática da arquitectura e, naturalmente, apontar saídas possíveis para o cenário de crise que atravessamos.

CPAM nasce da inquietação perante o estado actual do exercício da arquitectura em Portugal, da generalização da prática à diversificação dos modos de exercício, da crise cultural ao atrofiamento institucional. Reiteramos a importância do ataque, da reflexão e debate do estado da nossa arquitectura, mas também aceitamos continuar a falar dela apenas porque sim, ou, simplesmente, porque somos arquitectos.

CPAM resulta de um compromisso entre as vontades individuais e os dilemas colectivos de um conjunto de 13 arquitectos: Alexandra Areia, André Tavares, Diogo Seixas Lopes, Gonçalo Azevedo, Ivo Poças Martins, Joana Couceiro, Magda Seifert, Matilde Seabra, Patrícia Barbas, Pedro Baía, Pedro Bandeira, Pedro Barata Castro e Rodrigo Patrício.

Em breve, serão divulgadas mais notícias. Contacto: cpam2012@gmail.com

2012/04/30

O Inimigo


A arquitectura em Portugal vive tempos de combustão abafada. Prepara-se em Mação a arena de uma Concentração, onde seja possível atiçar as brasas e espalhar o fumo. Uma arena que seja um espaço de convergência e de ataque. Uma arena que conduza à definição de um diagnóstico comum, sobre este impasse incómodo em que a arquitectura se encontra. 

Sob a forma de maratona de apresentações contínuas, será dada oportunidade a 60 arquitectos para apresentarem, em 666 segundos, a sua visão pessoal sobre os acontecimentos que conduziram ao presente infortúnio da arquitectura. Cada apresentação será livre e auto-proposta, comprometendo-se cada arquitecto a trazer à arena a denúncia de um "inimigo".

Quando o cerco aperta, é preciso apontar baterias e definir com precisão qual o alvo a abater. A eleição e a denúncia de um "inimigo" obriga a defender posições e a extremar convicções. A urgência dos tempos reclama esta frontalidade, este tipo de compromisso colectivo. 

À organização da CPAM cabe a responsabilidade de congregar as participações presentes em Mação. O objectivo é construir um retrato colectivo do estado actual da arquitectura portuguesa e lançar pistas operativas para novas linhas de acção e de combate. A CPAM lançará muito em breve a convocatória para a inscrição nesta maratona de contornos épicos.

Até lá, vão arquitectando o ataque ao "inimigo".